terça-feira, 24 de junho de 2008

nostalgia

hoje me bateu uma saudade tão grande... das mais diversas coisas que eu vivi.
e em especial, me deu saudade da rotina. de acordar todos os dias de manhã, tomar café com o meu pai...
me deu saudade de fases tão incrivelmente marcantes, ao mesmo tempo que haviam há muito tempo sido esquecidas por mim.
me deu saudade dos lugares que passei, dos amigos, que são eternos. apesar da distância e da falta de notícias...
me deu uma saudade enorme dos almoços de família de domingo em curitiba, na casa da minha avó... em que tudo parecia tão simples. sentávamos ao redor de um empadão de frango, comíamos e dávamos risada de qualquer assunto... e das piadas de sempre do tio Miguel.
uma saudade dos finais do ano, arrumando malas e mudança, partindo para uma cidade desconhecida, sem fazer idéia do que nos esperava lá. mas a saudade maior é da certeza que eu tinha, que tudo ia ficar bem, mesmo sabendo que eu poderia não me adaptar ao novo... de saber que com o meu pai ao meu lado, tudo sempre ia acabar bem. e assim partíamos juntos, para uma nova viagem. companheiros.
saudade de quando tudo deu errado, e eu "chutei o balde". abandonei os compromissos e parti para o mais inesperado desafio: morar com a minha mãe.
saudade do começo de readaptação, de aprender a conviver ao lado de uma pessoa que pra mim, não era assim tão íntima. e aprendi. aprendi como é inigualável a cumplicidade de mãe e filha...
e saudade das reuniões de família, da família que eu nunca tive. daquelas reuniões que você sonha a vida inteira. estava voltando á minha casa, daquela vez era pra ficar.
irmão, irmã, cunhada, cunhado, minha mãe, e eu. não precisava de mais ninguém. não naquele momento.
saudade das descobertas, da pré adolescência. saudade de um trio que era inseparável. saudade das confissões, dos medos, das angústias, das risadas, das manhãs, das tardes, das noites.
saudade dos sotaques novos, de dividir experiências, e de aprender coisas com gente que também aprendia comigo.
sobretudo, a saudade de coisas que eu não vi, de sentimentos que não senti, de palavras que não ouvi... e essa, é a saudade que mais dói

Um comentário:

Caio Carvalho disse...

Achei muito interessante seus devaneios. Não sei se você já leu Nietzsche, mas se não, podia tentar. Ele tem seu estilo.

Aliás, sua idéia sobre o "Amor" é bem legal também, as vezes a gente acha que amor é algo de outro mundo, mas nem é.

Por vezes agente tem que separar o que tá na nossa cabeça do que tá no mundo. Não é fácil, especialmente pra quem é "romancista", "poeta" ou "filósofo". Ainda mais se for cabeça dura e prepotente. Ai é que dói.

Meu Blog tá meio parado, mas se quiser dar uma olhada:
http://blocodinotas.blogspot.com/

Até logo