sábado, 19 de julho de 2008

tempo, desapareça

essa noite eu passei mal e acordei com medo, olhei em volta e não havia ninguém deitado ao meu lado... com o meu grito por socorro minha mãe levantou e veio em direção ao meu quarto, tão natural, tão irracional. eu pedi para que ela nunca me abandonasse e sua resposta foi absoluta em um abraço: "nunca vou te abandonar". a tranquilidade veio sem avisar e ainda assim me fez notar que eu sinto dores e preciso de remédios para dormir a noite... mas eu não durmo.
as coisas nunca estiveram fáceis por aqui, por lugar nenhum. eu só tenho precisado do mínimo de paz... de um canto pra pensar.
eu não passei no vestibular pra medicina, e agora vou começar nutrição... não era esse o esperado, mas é isso o que me serve no momento. minha cabeça vai estar muito ocupada, e quem sabe assim, as angústias desapareçam por um tempo. eu sei que elas voltarão, elas sempre voltam...
mas por um tempo, nem que seja por pouco tempo, eu espero poder deitar e descansar, porque eu espero estar cansada todos os dias, o suficiente pra não ter tempo de olhar para o teto e deixar minha mente me levar á lugares e pensamentos tão indesejados...
as certezas de que preciso no momento, são tão óbvias, e no entanto, tão difíceis de serem demonstradas. as pessoas dizem:" deixe as coisas acontecerem com o tempo." mas o tempo nem sempre é aliado, o tempo quase nunca é meu aliado.
eu tive que aprender a lidar com um tempo que não está externo, que não é de todos nós... eu vivo com um tempo que é corrido, um tempo que me faz parar para que o próprio corra e me faça acordar um dia. um dia que é sempre tarde demais para voltar atrás.
um relógio que gira veloz.
eu quero, eu realmente quero um dia de cada vez. quero um minuto de cada vez. não quero uma vida plena, eu só quero uma vida que valha a pena.

"um dia encontrei um alienígena que me disse que viver é melhor que existir, e que fazer valer a pena só depende de nós."

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