terça-feira, 3 de junho de 2008

many fears born of fatigue and loneliness

"o amor é o ridículo da vida"
e é a mais pura verdade... não há amor que resista a eternidade.
você espera, você treme, passa mal. sente falta, enjoa...
e o que é mais ridiculamente incrível: amar alguém pela distância em que ela se encontra de você. não to falando só de distância em quilômetros, porque você nunca sabe se a pessoa que está deitada ao seu lado na cama, realmente está ali.
mas vou exemplificar a distância quilométrica, afinal, me considero uma especialista no assunto.
ontem me perguntaram: é melhor amar alguém pela pessoa que ela é, ou pela saudade que você sente dela?
e realmente, isso me fez pensar nos meus conceitos (quase ninguém consegue me tirar a razão, agradecimentos ao chato que me proporcionou isso)... por um certo tempo, em que estive longe de uma pessoa, pensei que estava tendo a melhor sensação do mundo: não sentir-me presa apenas a tristeza e a saudade. me senti segura, alegre, por alguns momentos cheguei a esquecer a distância...
porém: "não há amor que resista a eternidade", nesse caso não resistiu a alguns meses...
a beleza desse amor estava na distância, nos sonhos de reencontrar, nas horas em que fiquei pensando em qual seriam as minhas primeiras palavras do reencontro.
quando percebi, estava frente a frente a pessoa... e todos os sonhos haviam sido esquecidos pela decepção, pela traição e pelo estado ridículo de arrependimento em que a pessoa se encontrava.
mas não vou dizer que é tudo ruim, nem tudo é amargo.
agradeço, a essa pessoa por não ter me feito reencontrá-la, e sim, reencontrar-me.
em certos momentos de choro, de discussão, senti como se duas mãos segurassem firme meus ombros e me chacoalhassem, dizendo: acorda!
e quando acordei, eu estava ali, decepcionada, destruída... porém acordada. e ridículamente mal amada.
eu amei pela saudade, eu amei, pela ilusão de amor. o amor é, o ridículo da vida

Um comentário:

MT disse...

bonito, triste, gostei do nome da escritora.

espero que tu nunca escreva nada assim de mim.

te amo